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Cigarro na pré-adolescência é ato prévio ao uso de maconha

Mais um estudo confirma a tese de que substâncias lícitas, como o cigarro e o álcool, são um passo prévio ao consumo de drogas ilícitas.
A Academia da Finlândia para Programas de Pesquisa sobre o Uso de Substâncias e Dependências concluiu pesquisa confirmando que quem começa a fumar antes dos 12 anos de idade têm 26 vezes mais chances de experimentar e se viciar em maconha ou outra droga mais pesada, cinco anos mais tarde, aos 17 anos de idade.
Segundo a instituição, a relação entre o cigarro e o consumo precoce de drogas pode ser motivado por problemas comportamentais, como a impulsividade e a hiperatividade.
A equipe finlandesa levou em consideração fatores como gênero, consumo de álcool pelo adolescente e pela família, número de amigos fumantes, conhecidos que já tiveram contato com drogas e comportamentos agressivo entre os garotos.
Novos estudos nessa área estão em andamento na academia, porque se conclui que cruzamento de fatores comportamentais com os genéticos pode esclarecer a ligação entre cigarro e drogas.

Fumantes têm mais risco de perder a visão, segundo estudo

Os fumantes apresentam probabilidade quatro vezes maior de desenvolver degeneração macular, a principal causa de cegueira em idosos, comparativamente às pessoas que nunca fumaram, segundo pesquisadores australianos.
Quem já fumou mas abandonou o vício tem propensão três vezes maior de desenvolver o distúrbio progressivo, que acarreta a perda da visão e afeta a parte central da retina, de acordo com estudo, publicado no último dia 13 de agosto, na Archives of Ophthalmology.
O vício do tabagismo aumenta o risco de ocorrência de doenças cardíacas, Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e causa elevação nas taxas de colesterol, disseram os pesquisadores.
Comer peixe pode ajudar a prevenir problemas de visão entre fumantes e ex-fumantes, disseram eles.
Cerca de 438 mil norte-americanos morrem todos os anos devido a doenças relacionadas ao fumo, segundo o site dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Mais mortes são causadas anualmente pelo tabagismo do que pelo vírus HIV, o uso de álcool e de drogas ilegais, acidentes automobilísticos, suicídios e assassinatos juntos, segundo os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças norte-americanos.

Obrigado por não fumar, o cigarro não é sublime


O livro Obrigado por não fumar, o cigarro não é sublime, recém-lançado por Sérgio Honorato dos Santos (foto), dirige-se aos fumantes e aos interessados na causa do antitabagismo.
O livro, com prefácio do diretor do NETT-Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pneumologista e médico do trabalho Alberto Araújo, traz informações que comprovam que o uso do tabaco perdeu o charme adquirido ao longo dos anos dourados da década de 1950.
”Perdeu charme e se tornou ameaça à vida daqueles que, direta ou indiretamente, com ele convivem”, diz Sérgio, acrescentando que o problema do tabagismo é questão de saúde pública.
Sérgio afirma que o tabagismo não é opção pessoal daqueles que fumam, mas é vício que tem origem na adolescência, faixa etária em que a maioria dos jovens tinha, e ainda tem, falso conhecimento do produto.
“Os jovens têm falso conhecimento do produto que consomem, porque não há políticas de governo no sentido de estimular as escolas a se tornarem, não apenas livres do tabaco, mas promotoras do não tabagismo”, argumenta.
Segundo o autor, os adultos, diferentemente dos jovens, sabem dos malefícios que o fumo traz à saúde, mas, de forma consciente, preferem correr o risco.
E conforme relata no capítulo que trata da jurisprudência nos tribunais, é por isso que, na maioria das ações de indenização movidas por pessoas acometidas de alguma doença derivada do tabagismo, nossos magistrados têm entendido que nas publicidades do cigarro não há fornecimento de informação enganosa sobre as conseqüências do produto, nem imposição de consumo, porque o ato de fumar é uma livre escolha do fumante, mesmo sendo de conhecimento publico o fato de se tratar de substância nociva à saúde.
O autor comenta a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, promulgada pelo Presidente da República, pelo Decreto nº 5.658, de 02.01.2006.
A Convenção nasceu com a prioridade de proteger a saúde das pessoas, pois a epidemia do tabagismo é problema global com sérias conseqüências para a saúde pública, que demanda a mais ampla cooperação internacional possível e a participação de todos os países em uma resposta internacional eficaz, apropriada e integral, com vistas a banir da vida das pessoas esse mal evitável, como procura mostrar neste livro.
Para o autor, o homem precisa ser protegido de si mesmo, sobretudo porque, no caso particular do fumo, está lidando com substâncias químicas que podem minar a capacidade de autodeterminação, em razão do alto poder viciante da nicotina.

Sérgio é natural de Bananal-SP, formado em Direito pela então Faculdade de Direito Cândido Mendes e especialista em políticas públicas pelo Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
É servidor do Tribunal de Contas da União há mais de 30 anos.
É persistente defensor da tese de que “a vida é melhor sem tabaco”.