Hospital das Clínicas da USP faz triagem para tratamento

O Grupo de Estudos de Álcool e Drogas do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) está com triagens abertas para homens, dos 18 aos 50 anos, dependentes de nicotina (tabagistas).
A triagem é para grupo de tratamento e estudo, pelo período de 12 semanas.
Os pré-requisitos são: vício há pelo menos um ano e consumidores de mais de 10 cigarros ao dia. Não serão aceitos pacientes que apresentem: doenças cardíacas, epilepsia, convulsões, patologias clínicas ou psiquiátricas que necessitem de internação e pessoas que façam uso de medicação psiquiátrica.
Os agendamentos podem ser feitos de segunda à sexta, das 8 às 12 horas, pelo telefone (11) 3069-6960.

Lucro da Philip Morris subiu 22% no segundo trimestre

Os jornais O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo abriram, nas páginas de economia, a notícia dando conta que a Philip Morris, maior fabricante de cigarros do mundo, anunciou que teve lucro líquido de US$ 1,82 bilhão no período abril-junho.
Os jornalões disseram que foi o primeiro trimestre completo da empresa desde o desmembramento do Altria Group, em 28 de março, acrescentando que o resultado foi impulsionado por ganhos cambiais e aumento na venda de cigarros Marlboro na Indonésia e no México.

A Aliança de Controle do Tabagismo (ACTBr) comenta essa notícia:
O fato de o aumento do lucro líquido ter como fator de influência mais vendas de cigarros na Indonésia e México evidencia a estratégia da indústria de focar nos mercados dos países em desenvolvimento, com menos políticas de controle e, portanto, mais brechas para ações de marketing e publicidade, especialmente voltadas para o público jovem.
Essa evidência já era apontada pelos relatórios internos da indústria que, nos anos 90, tornaram-se públicos depois de processos judiciais.
Neles, é possível ver a estratégia focada nos países em desenvolvimento e com economias emergentes, usando de todos os meios disponíveis para promover o tabagismo e barrar medidas efetivas de redução do fumo, tais como:

-Mentiras sistemáticas, obscurecimento e negação sobre saúde, dependência, fumo passivo
-Manipulação de produtos para aumentar a dependência
-Marketing agressivo para crianças e adolescentes
-Relações públicas e litígio com o objetivo de minar as políticas governamentais de saúde
-Apoio e organização de grupos de frente, financiamento de pesquisas, e corrupção do discurso científico
-Contrabando de cigarros, principalmente para baixar impostos, mas também para introduzir marcas ilegais em um novo mercado
-Enganação do público através de marcas supostamente “light”;
-Apoio a campanhas e programas ineficazes contra o tabagismo, enquanto se opõe aos efetivos.