Marlboro para mascar

Que os fabricantes de cigarro precisam rever a estratégia para garantir sua sobrevivência, já era sabido.
Afinal, é difícil prever o futuro da indústria que vê desaparecer consumidores.
O que surpreende, porém, é a ousadia das companhias de tabaco para encontrar soluções.
Nos Estados Unidos, a Philip Morris prepara-se para ingressar em segmento pouco conhecido por aqui: o de fumo de mascar, ou smokeless tobacco.
Por lá, esse mercado já movimenta US$ 3,7 bilhões por ano.
Usando o alcance de sua marca mais famosa, a subsidiária norte-americana do Altria Group Inc. batizou o novo produto Marlboro Moist Smokeless Tobacco.
Os testes devem começar em outubro deste ano, em Atlanta, na Geórgia.
Os consumidores terão dois sabores e duas variedades como opção – original e wintergreen e Long Cut e Fine Cut, respectivamente.
O novo Marlboro virá embalado em sachês que podem ser mascados e depois dispensados como chicletes.
As latinhas com os sachês devem ser comercializadas a US$ 3.
A novidade não deve demorar a chegar ao Brasil, um dos países onde as restrições ao segmento aumentam rapidamente. Atualmente, a propaganda do produto é proibida e há diversos projetos regionais para coibir o fumo em restaurantes e lojas.
"Com a globalização, a tendência é que as empresas busquem alternativas. Produtos como esse devem chegar logo aqui", aposta Ivanor Torres, analista da Corretora Geral.
Para Torres, as empresas do setor de fumo têm perdido espaço também pela falta de inovação e de lançamentos.
"Esse tipo de fumo pode alcançar novos públicos", aposta o analista. Para os entusiastas da novidade, no entanto, segue o alerta.
Pesquisadores norte-americanos detectaram que o produto pode causar tumores no pulmão, pâncreas, mucosa nasal e fígado.
Fonte: Newsletter 1026, de 24/8, da Revista Amanhã.

Tribunal ordena que sueca crie área de fumantes no próprio jardim

Tribunal sueco ordenou a cidadã que delimite área de fumantes no jardim de casa, depois das queixas de vizinho advogado que afirma não suportar o cheiro de fumaça que chega até sua casa.
A informação foi publicada pelo jornal Sydsvenskan.
"Vou acatar a decisão do tribunal porque não quero pagar multas, mas estou furiosa", declarou a fumante.
O tribunal encarregado de assuntos ambientais de Vaxjo (Sul do país) tomou a decisão depois que o vizinho apresentou queixa para acabar com o que chamou de pesadelo.
Segundo o vizinho, ele era obrigado a usar máscara em casa.

O querelante mostrou-se satisfeito com a decisão judicial, mas mesmo assim solicitou à Jstiça que a vizinha seja multada com 2 mil coroas (213 euros) toda vez que fume fora da zona permitida.
O tribunal não emitiu resposta a respeito dessa solicitação, mas prometeu que o fará brevemente
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Justiça condena Souza Cruz e Phillip Morris

A DÉCIMA NONA Vara Cível de São Paulo obrigou as empresas Souza Cruz e Philip Morris Brasil a ressarcir municípios e estados pelo gasto com saúde em tratamentos contra o tabagismo

A ação foi movida pelo promotor João Lopes Guimarães Júnior, que na petição responsabiliza as empresas por desenvolverem atividades de risco a terceiros.
As empresas esperam a intimação oficial do Ministério Público para defender-se.
Em nota divulgada na semana passada (dia 14/8) a Souza Cruz afirmou que a comercialização de cigarros é legal no Brasil e que os riscos do consumo são de amplo conhecimento público.
Guimarães Júnior explica que seu pedido tem por objetivo fazer com que cada pessoa que se sinta prejudicada em decorrência do fumo possa entrar com pedido de indenização contra as empresas, tendo em vista que vendem produto comprovadamente nocivo à saúde.
Nos Estados Unidos, ação semelhante obrigou as quatro maiores empresas do setor – Phillip Morris, dona de quase metade de participação no mercado do país, Reynolds, Brown and Williamson, e Lorillard – a pagar indenização total de US$ 206 bilhões ao longo de 25 anos para 45 dos 51 Estados americanos.
Em 1998, as quatro companhias assinaram um acordo no qual se comprometeram a pagar a indenização proposta.
No Brasil, esta é a segunda derrota judicial das empresas de cigarro nos últimos seis meses.

Em fevereiro, ação coletiva movida pela Associação de Defesa da Saúde do Fumante obrigou as mesmas empresas a indenizarem em R$ 30 bilhões todos os fumantes em São Paulo.
As fabricantes recorreram e o processo aguarda julgamento no Tribunal de Justiça (TJ-SP).
O autor da nova proposta, membro da Promotoria do Consumidor de São Paulo, afirma que qualquer dano aos fumantes ou não-fumantes é responsabilidade exclusiva dos fabricantes de cigarros.
Segundo o promotor, que se baseia no Código Civil para mover a ação, “quando alguém desenvolve atividade que cria risco para terceiros, assume responsabilidade, e, em caso de dano, é obrigado a indenizar”.

Político de Nova York quer proibir tabagismo no carro, diante de crianças

Um político de Nova York vai propor que seja proibido fumar no carro se houver crianças presentes, informou o New York Sun.
O conselheiro James Gennaro, do Queens, vai apresentar ao Conselho nesta semana proposta que prevê multa de US$ 200 a US$ 2.000 para os fumantes acompanhados de criança no carro. A iniciativa baseia-se em casos semelhantes já adotados em outros Estados norte-americanos. Desde o início do ano em Bangor, cidade no Maine, a polícia municipal está autorizada a parar os motoristas que fumam no carro.
Em Connecticut, a iniciativa foi lançada pela criança Justin Kvadas, de 9 anos de idade, que começou campanha com petições via e-mail a favor da saúde dos fumantes passivos.
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, afirmou por meio de seu porta-voz que vai ler a proposta antes de se manifestar, mas adiantou que se no passado declarou que as pessoas devem ser livres para fumar no próprio carro, defende reservas caso existam crianças presentes.

Fumantes têm mais risco de perder a visão, segundo estudo

Os fumantes apresentam probabilidade quatro vezes maior de desenvolver degeneração macular, a principal causa de cegueira em idosos, comparativamente às pessoas que nunca fumaram, segundo pesquisadores australianos.
Quem já fumou mas abandonou o vício tem propensão três vezes maior de desenvolver o distúrbio progressivo, que acarreta a perda da visão e afeta a parte central da retina, de acordo com estudo, publicado no último dia 13 de agosto, na Archives of Ophthalmology.
O vício do tabagismo aumenta o risco de ocorrência de doenças cardíacas, Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e causa elevação nas taxas de colesterol, disseram os pesquisadores.
Comer peixe pode ajudar a prevenir problemas de visão entre fumantes e ex-fumantes, disseram eles.
Cerca de 438 mil norte-americanos morrem todos os anos devido a doenças relacionadas ao fumo, segundo o site dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Mais mortes são causadas anualmente pelo tabagismo do que pelo vírus HIV, o uso de álcool e de drogas ilegais, acidentes automobilísticos, suicídios e assassinatos juntos, segundo os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças norte-americanos.

Olimpíada de lucros da indústria do tabaco, mais uma vez...


Como transformar a pulsão de morte pela pulsão de vida na luta contra a indústria da morte.

Para refletir...

Por Alberto Araujo, pneumologista

Enquanto a Souza Cruz comemora o aumento os seus lucros dourados, (com suas inescrupulosas vendas)
Os fumantes vão perdendo a competição para chegar aos melhores anos prateados, (de suas encurtadas vidas)
O governo arrecada vorazmente satisfeito mais impostos bronzeados, (com o revés dos custos de tantas humanas perdas)
E nós nas trincheiras do tratamento não sabemos mais como desatar tantos nós, nauseados (de tantas idas e vindas, recaídas)
Na olimpíada da vida resumida em tabaco,
A chama vital não resiste à sina
De tanta gente jovem ainda pega pelo laço em plena adolescência
A dependência não é só um fenômeno comportamental e genético...
É acima de tudo, uma questão de ordem antropológica, filosófica, econômica e de prioridade da política social.
Sem que a arrecadação do imposto da morte anunciada se converta em razão para os espúrios ganhos do capital
Mudar esta realidade cruel depende de muita pressão, enfrentamento da corrupção e sentido de responsabilidade social.
Pois os danos transcendem à espécie humana, envolvendo questões de natureza ambiental.
Aos recordes da produção e consumo de cigarros
Somam-se os recordes de derrames, enfisemas e infartos
E das inúmeras sessões de fisioterapia, oxigenioterapia e angioplastia
O governo devia condecorar a indústria do tabaco, com a medalha de honra ao óbito e à sangria
Que estes senhores do apocalipse tabágico promovem nos parcos recursos da saúde
Com esta arma poderosa que mina e explode lentamente a centelha humana, até o precoce ataúde.
Comemorem senhores donos e acionistas em seus suntuosos encontros
Muito mais que os aviltantes lucros com seus "negócios"
Aproveitem para brindar aos seus novos filões de jovens consumidores fisgados,
Enquanto milhares de fiéis, anônimos e esquecidos fumantes jazem sob palmos de terra onde floresce a erva-daninha nicotiana tabacum sob seus ávidos olhares e corações gélidos.
Pena que inda fiquemos em lamentos
Que não ensaiemos uma grande indignação
Para explodir em vaias a tanta corrupção e malversação
Alimento dos jogos olímpicos da morte que estes senhores praticam de forma legal, sem tormentos.
Aos 200 mil brasileiros que, a cada ano, são arrastados pela morte evitável
Aos 35 milhões que vão, a cada ano, definhando e lutando contra a dependência inevitável
Aos 70 presumíveis milhões de passivos fumantes que são atingidos pela fumaça fatal
Àqueles que já não podem gritar, então que sejamos nós, que nunca nos deixemos abater ante a omissão, conivência, injustiça e irresponsabilidade social.
Afinal quanto custa uma ponta de cigarro jogado em nossas matas?
Quanto custa uma vida ceifada a cada 4 minutos?
Quanto imposto do tabaco ainda será arrecadado para remediar a tal falácia da dívida com banqueiros?
Enquanto a dívida com o precário sistema de saúde não dá conta sequer de socorrer os dependentes brasileiros?
Enfim, quanto lucro ainda será necessário para a ebulição de nossa ira
Quando é que se apagará esta chama macabra,
E se acenderá em nossas mentes e corações, a olímpica pira
Da energia em defesa dos jogos da vida, contrapondo-se às pulsões de morte pelas pulsões de vida?
Alberto Araújo.
Rio, 01 de agosto de 2007.

As fumantes param de menstruar mais cedo

As fumantes têm mais chances de entrar na menopausa antes dos 45 anos, logo, têm risco maior de sofrer com osteoporose e doenças cardíacas.
Um estudo de cientistas da Universidade de Oslo mostrou que num grupo de 2.123 mulheres de 59 e 60 anos, as que fumam apresentaram uma probabilidade de 5% a mais de ter menopausa precoce.

Para as que fumam mais, o risco é quase o dobro.
Entretanto, as que largaram o hábito pelo menos 10 anos antes da menopausa têm chances bem menores de sofrer com o problema.
Das 10% das participantes que pararam de menstruar antes dos 45 anos, 25% fumam, 28,7% abandonaram o hábito e 35,2% sofrem com o fumo passivo.

Viúvas, mulheres com menor renda, pouca saúde e vida social parada também são mais prejudicadas.

Proteção à exposição do tabagismo passivo é aprovada pela OMS

Novas orientações que estipulam que lugares públicos e ambientes de trabalho sejam 100% livres de fumaça do tabaco devem ser adotadas pelos países que ratificaram a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, primeiro tratado internacional de saúde da Organização Mundial de Saúde, OMS, que pretende frear a expansão do tabagismo pelo mundo.
Essa decisão foi aprovada unanimemente por 146 países durante a 2ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, realizada entre os dias 30 de junho e 6 de julho, na capital da Tailândia, Bangkok.
As orientações aprovadas determinam a direção que os governos devem seguir para estabelecer ambientes livres do tabaco.

"O Brasil já está fortalecendo suas políticas de proteção à exposição do tabagismo passivo, mas ainda é preciso avançar mais nesse campo", comentou Tânia Cavalcante, chefe da Divisão de Controle do Tabagismo, do Instituto Nacional de Câncer, INCA.
A delegação brasileira que participou da Conferência contou com técnicos dos Ministérios da Saúde, das Relações Exteriores, do Desenvolvimento Agrário, da Agricultura, da Fazenda, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e do INCA.
Entre outras decisões, a Conferência resolveu iniciar o trabalho para construção de diretrizes relacionadas às advertências sanitárias nas embalagens, à promoção, propaganda e patrocínio de produtos derivados do tabaco.

Essas orientações devem ser apresentadas na 3ª Conferência marcada para o próximo ano, na África do Sul.
O Brasil se candidatou para ser o país facilitador, que deve sediar o trabalho do grupo de estudos que construirá essas diretrizes.
Também foi aprovado um orçamento para continuidade do trabalho do grupo de estudos sobre alternativas ao plantio do tabaco.

O Brasil, segundo maior produtor e maior exportador de tabaco em folhas no mundo, organizou a primeira reunião desse grupo no ano passado. Durante a Conferência, também foi decidido fortalecer o apoio financeiro aos países para implementação da Convenção.
Os documentos da 2ª Conferência das Partes podem ser acessados no site http://www.who.int/gb/fctc.

Painel do Senado aprova regulação de cigarros pelo FDA

O Senado dos Estados Unidos informou que Painel aprovou legislação que autoriza pela primeira vez a Food and Drug Administration (FDA), a autoridade reguladora norte- americana responsável pela comercialização de alimentos e remédios, a regulamentar a indústria de cigarros, que movimenta US$ 89 bilhões ao ano.
A legislação aprovada terá de ser referendada pelo plenário do Senado e da Câmara dos Deputados até ser enviada para o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
O presidente disse ser contrário à regulamentação da indústria de cigarros pelo FDA.
O grupo especial, presidido pelo senador democrata Edward Kennedy, apoiou a medida, aprovada hoje por 13 votos a 8 em Washington.
A proposta dá ao FDA o poder de restringir as especificações por parte dos fabricantes de que determinados cigarros são menos prejudiciais à saúde, de proibir a utilização de determinados ingredientes prejudiciais em sua fabricação e de interditar vendas direcionadas a crianças.
Os parlamentares discutem há anos qual seria a forma de controlar as vendas de cigarros nos Estados Unidos, onde o tabagismo é responsável por praticamente uma em cada cinco mortes, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, pelas iniciais em inglês).
A Philip Morris USA, do Altria Group Inc., a maior fabricante de cigarros do país, uniu-se aos grupos de saúde que estão geralmente entre os críticos mais ásperos do setor, no apoio ao novo projeto de lei.
"É exatamente devido ao fato de os cigarros serem tão mortíferos que precisamos dar poderes ao principal órgão protetor da saúde dos Estados Unidos, o FDA, para combater o tabagismo", disse Kennedy na semana passada, quando a comissão passou a examinar o projeto.
"Por décadas o governo federal permaneceu à margem e praticamente nada fez para enfrentar esse gigantesco problema de saúde", afirmou.
O cigarro mata 438 mil pessoas ao ano nos EUA, segundo o CDC.Os fumantes apresentam maior tendência a desenvolver doenças cardíacas, câncer do pulmão e distúrbios respiratórios.Kennedy foi o co-responsável pela introdução da nova legislação depois que medidas semelhantes de regulamentação do uso do cigarro fracassaram em 200, 2002, 2004 e 2005.
A legislação foi aprovada por duas vezes pelo Senado norte- americano em 2004, para ser depois barrada pela liderança republicana na Câmara dos Deputados.
Este ano, o controle do Congresso norte-americano pelo Partido Democrata, pela primeira vez desde 1994, animou os responsáveis pela introdução do projeto de lei com a possibilidade de a medida ser sancionada em lei.
Segundo os termos do projeto, as indústrias de cigarros poderão pedir autorização para comercializar novos produtos como "menos prejudiciais" ou "de risco reduzido". A avaliação pelo FDA da base científica dessas afirmações antes da aprovação impedirá que os consumidores sejam ludibriados por propaganda enganosa, disse Richard Bonnie, presidente do grupo especial de tabagismo do Instituto de Medicina dos Estados Unidos.

Fumantes chineses com dentes amarelos processam tabacarias

Dois fumantes de Pequim estão processando duas companhias de tabaco, que acusam de fabricar cigarros que deixaram os seus dentes amarelos e não informaram sobre o risco nos maços de cigarros, informou o jornal Xin Beijing.
Liu Shengjiang, de 35 anos, professor de Direito da Universidade Capital de Economia e Empresas, em Pequim, fumava há mais de 15 anos dois maços de cigarros por dia, da marca Nanjing.
Mas ele notou recentemente que seus dentes estavam cada vez mais amarelos.Incapaz de deixar de fumar após tentar abandonar o vício em várias ocasiões, pediu ao tribunal 350 iuanes (US$ 46) como compensação para um tratamento de limpeza de seus dentes e um pedido de desculpas por escrito.
O advogado da Nanjing diz que não se pode provar que os cigarros sejam os responsáveis pelas manchas nos dentes de Liu.
Ele alega que chá e água com sal podem ter efeitos parecidos.Embora faltem provas no seu caso, Liu exige que a companhia inclua um aviso nos maços de cigarros, informando que fumar, além de prejudicar a saúde, pode manchar os dentes.
Outro professor da mesma universidade, identificado pelo sobrenome Wang, acusou outra companhia, a Hongta, pelos mesmos motivos.
Ele pede a devolução dos 8 iuanes do último maço de cigarros que comprou, além de uma limpeza dental avaliada em 600 iuanes (US$ 79) e uma indenização de 1.000 iuanes (US$ 131).

Funcionários não-fumantes são afetados em empresas 'fumantes'

A Campanha pelas Crianças Livres do Cigarro, por meio da agência PR Newswire, informou que as pessoas que trabalham em bares e restaurantes que permitem o fumo absorvem substância cancerígena que pode levar ao câncer de pulmão.
A substância cancerígena NNK é conhecida por provocar o câncer de pulmão e só é encontrada em fumantes e nos fumantes
passivos, segundo comunicado divulgado.
O estudo monitorou 84 funcionários não-fumantes de várias comunidades do Estado norte-americano do Oregon, sendo que 52 dos participantes trabalhavam em locais que permitiam o fumo.
Por meio de amostras de urina colhidas antes e depois de seus turnos, os cientistas encontraram níveis detectáveis da
substância NNK em 75 por cento dos funcionários de estabelecimentos que permitiam o fumo, comparativamente a menos
da metade dos outros funcionários.
"Os trabalhadores não deveriam ser expostos a nenhuma dose dessa substância química, que é muito perigosa", disse Michael Stark, coordenador do estudo, em um outro comunicado. "A quantidade dessa substância cancerígena aumenta mesmo após um único turno de trabalho."
Foi detectado que o nível de NNK aumentava 6 por cento nos organismos dos funcionários não-fumantes a cada hora de
trabalho, segundo o estudo, que será publicado na edição de agosto do American Journal of Public Health.